Contadoras Empreendedoras

Prova do CRC / Análise, Gerencial e Controladoria / Margem de contribuição e ponto de equilíbrio

Análise, Gerencial e Controladoria · Contabilidade de custos e gerencial (custeio variável)

Margem de contribuição e ponto de equilíbrio para a prova do CRC

Aprenda a calcular margem de contribuição, os três pontos de equilíbrio e a decisão com fator limitante, temas que a FGV cobra com conta.

7
questões sobre este tema nas provas da FGV analisadas. Cerca de 7 questões nas provas FGV de 2024.1 a 2026.1, média de 1,4 por prova. Contagem aproximada, feita a partir do banco do Quiz CFC.

O essencial desta aula

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Margem de contribuição

É quanto sobra de cada unidade vendida para cobrir os custos e despesas fixos e depois gerar lucro. Entram só os gastos variáveis: custo variável e despesa variável, como comissão e tributos sobre a venda.

MC unitária = Preço de venda − Custos variáveis unitários − Despesas variáveis unitárias
MC total = MC unitária × Quantidade vendida | Lucro = MC total − Custos e despesas fixos
ItemValor por unidade
Preço de vendaR$ 100
Custo variávelR$ 50
Comissão (despesa variável)R$ 10
Margem de contribuição unitáriaR$ 40
Índice de MC (40 ÷ 100)40%

Pontos de equilíbrio e margem de segurança

Continuando o exemplo: custos e despesas fixos de R$ 80.000 por mês, dos quais R$ 20.000 são depreciação. Os sócios querem lucro de R$ 40.000. A empresa vende hoje 3.000 unidades.

Ponto de equilíbrioFórmulaCálculoResultado
Contábil (lucro zero)Custos e despesas fixos ÷ MC unitária80.000 ÷ 402.000 unidades
Econômico (lucro desejado ou custo de oportunidade)(Fixos + Lucro desejado) ÷ MC unitária(80.000 + 40.000) ÷ 403.000 unidades
Financeiro (caixa zero)(Fixos − Gastos que não saem do caixa) ÷ MC unitária(80.000 − 20.000) ÷ 401.500 unidades
Contábil em receitaFixos ÷ Índice de MC80.000 ÷ 0,40R$ 200.000
Margem de segurança = (Vendas atuais − Vendas no PE contábil) ÷ Vendas atuais = (3.000 − 2.000) ÷ 3.000 = 33,33%

Arredondamento sempre para cima

Ninguém vende meia unidade. Se os fixos fossem R$ 80.500, o PE seria 80.500 ÷ 40 = 2.012,5. Com 2.012 unidades a MC é 80.480 e ainda há prejuízo. Por isso o PE em unidades é 2.013 (MC de 80.520). Arredonde para cima, mesmo que a decimal seja pequena, como 406,25 vira 407.

Decisão com fator limitante

Quando falta um recurso (horas de máquina, matéria-prima, peças) e não dá para atender toda a demanda, a prioridade vai para o produto com maior MC por unidade do fator limitante, e não para o de maior MC unitária. Exemplo: 1.000 horas de máquina disponíveis.

ProdutoMC unitáriaHoras por unidadeMC por horaDemanda
AR$ 302 hR$ 15 por hora300 unidades (600 h)
BR$ 404 hR$ 10 por hora200 unidades (800 h)

A demanda pede 1.400 horas, mas só há 1.000. Primeiro, toda a demanda de A: 300 unidades usam 600 h. Sobram 400 h para B: 400 ÷ 4 = 100 unidades. MC total = 300 × 30 + 100 × 40 = R$ 13.000. Se priorizasse B (maior MC unitária), seriam 200 de B e 100 de A: 8.000 + 3.000 = R$ 11.000.

Atenção: Os custos fixos não mudam a decisão de mix com fator limitante, porque são os mesmos em qualquer combinação. Compare só as margens de contribuição.

Pegadinhas comuns

Errado: arredondar para baixo o ponto de equilíbrio em unidades.
Certo: arredondar sempre para cima: 406,25 unidades viram 407, senão ainda há prejuízo.
Errado: priorizar o produto de maior margem de contribuição unitária quando há recurso escasso.
Certo: priorizar a maior margem de contribuição por unidade do fator limitante.
Errado: calcular a margem de contribuição tirando também os custos fixos.
Certo: a MC desconta só custos e despesas variáveis. Os fixos são cobertos depois.
Errado: esquecer comissão e tributos sobre venda no cálculo da MC.
Certo: despesas variáveis de venda também reduzem a margem de contribuição.
Errado: somar a depreciação no ponto de equilíbrio financeiro.
Certo: o PE financeiro exclui gastos que não saem do caixa, como a depreciação.
Errado: calcular o novo PE após aumento de preço sem antes achar os custos fixos.
Certo: fixos = PE atual × MC atual; depois divida pela nova MC.

Questões oficiais da FGV

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Prova FGV 2026.1 · Questão 41

Uma joalheria vende relógios por R$ 300,00 cada. O custo variável é de R$ 170,00, e o ponto de equilíbrio contábil da loja é de 500 unidades.
Os administradores decidiram aumentar o preço para R$ 330,00 a partir do segundo semestre de 2026. Considerando que os custos fixos e variáveis permanecerão iguais, o ponto de equilíbrio da loja, após esse aumento, será de

Prova FGV 2025.2 · Questão 40

Uma fábrica produz e vende apenas malas de mão, em dois modelos: com duas rodinhas e com quatro rodinhas. Custo fixo mensal: R$ 10.000,00.
Mala de 2 rodinhas: preço R$ 200,00, custo variável R$ 80,00. Mala de 4 rodinhas: preço R$ 370,00, custo variável R$ 140,00.
No primeiro trimestre de 2025, a fábrica tinha em estoque 500 rodinhas, sem possibilidade de adquirir mais. As demandas eram de 80 malas de duas rodinhas e 100 malas de quatro rodinhas.
Considerando que a fábrica busca maximizar o lucro, assinale a produção de malas de duas e quatro rodinhas, respectivamente.
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Fontes

  • Normas: Contabilidade de custos e gerencial (custeio variável), disponíveis no site do Conselho Federal de Contabilidade.
  • Questões: provas oficiais do Exame de Suficiência aplicadas pela FGV (edições 2024.1 a 2026.1), com gabarito oficial. Página do exame na FGV.
  • Frequência dos temas: contagem feita a partir do banco de questões do Quiz CFC da Contadoras Empreendedoras. Classificação por tema aproximada.
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